Bom dia
dê-me o sol aqui
alguns raios pra afagar
as minhas têmporas
Dê-me um sorriso
que é pra se abrir o céu
Sente-se sem pressa
e desprenda-se do atropelo
dessa rotina desvairada
vil fúria citadina
Dê-me versos
prenda meus olhos
sabes fazer tão bem
mesmo sem fazer nada
Dê-me a paz
do vento que te lavra
dê-me tua palavra
e a luz que emoldura
teu sincero viver.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
O jardim
As ramas rompem
num ímpeto lento
Flores a crescer
pulula o meu jardim
Todos os raios
de sol vem nos ver
a vida sabe ser
o que ainda não aprendi
Mas tenho alguma força
e tenho ainda fé
um coração a explodir
encontra a calma no jardim
Soube tudo de você
mas não soube reagir
e agora, o que fazer?
Não vou ficar
Não vou partir
Já não estou aqui
Que venha o vento pra varrer
as folhas mortas
a vida trôpega
Deixa o jardim crescer
que eu descobri: Não é você
o fim do mundo pra mim.
num ímpeto lento
Flores a crescer
pulula o meu jardim
Todos os raios
de sol vem nos ver
a vida sabe ser
o que ainda não aprendi
Mas tenho alguma força
e tenho ainda fé
um coração a explodir
encontra a calma no jardim
Soube tudo de você
mas não soube reagir
e agora, o que fazer?
Não vou ficar
Não vou partir
Já não estou aqui
Que venha o vento pra varrer
as folhas mortas
a vida trôpega
Deixa o jardim crescer
que eu descobri: Não é você
o fim do mundo pra mim.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Vociferações
Eu tenho a frieza dos cumes
Eu tenho o semblante das águias
Eu tenho a espera dos famintos
o sereno dos desabrigados
Eu mergulho na acidez dos prantos
Eu me abrigo sob a égide do desamparo
Eu vejo a vida hibernar, pois é noite
Eu ouço o mundo a tatear pelo silêncio
Eu prendo histórias; Uma clausura aqui dentro
Eu disparo pra aliviar os nervos
Eu me encontro em cada verso rasgado
Eu me perco na síntese do desespero
Eu cultivo o futuro com zelo
Eu repudio a glória ao desmantelo
Eu vejo flores desperdiçando seu perfume
Eu choro e encerro o meu esforço.
Eu tenho o semblante das águias
Eu tenho a espera dos famintos
o sereno dos desabrigados
Eu mergulho na acidez dos prantos
Eu me abrigo sob a égide do desamparo
Eu vejo a vida hibernar, pois é noite
Eu ouço o mundo a tatear pelo silêncio
Eu prendo histórias; Uma clausura aqui dentro
Eu disparo pra aliviar os nervos
Eu me encontro em cada verso rasgado
Eu me perco na síntese do desespero
Eu cultivo o futuro com zelo
Eu repudio a glória ao desmantelo
Eu vejo flores desperdiçando seu perfume
Eu choro e encerro o meu esforço.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Concerto para uma voz
Tenho tudo aqui
cada nota em seu lugar
e as claves a esperar
mas o tom não encontrei
Eu tanto me esforcei
da tua voz sei de cor
a exata extensão
mas não vi emoção
onde foi que eu errei?
Pra os violinos guardei
um momento sem par
fiz um adágio pra expressar
o que explicar eu não sei
Inspirei-me em cada olhar
dos retratos que guardei
compus solos pra exaltar
a beleza que encontrei
E agora, o que há
com as noites em que fiquei
acordado a tentar
tua alma não toquei
e talvez nunca vá tocar.
cada nota em seu lugar
e as claves a esperar
mas o tom não encontrei
Eu tanto me esforcei
da tua voz sei de cor
a exata extensão
mas não vi emoção
onde foi que eu errei?
Pra os violinos guardei
um momento sem par
fiz um adágio pra expressar
o que explicar eu não sei
Inspirei-me em cada olhar
dos retratos que guardei
compus solos pra exaltar
a beleza que encontrei
E agora, o que há
com as noites em que fiquei
acordado a tentar
tua alma não toquei
e talvez nunca vá tocar.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Tempestade em Júpiter
Se é cinza o céu,
e longo o dia,
se não há melodia
ou alguém a te esperar
Por que chorar?
Se é feito outono,
folha que o vento
vai levar
Se o tempo pára
na cidade
e ninguém sai
do lugar
Olhas pra o céu,
querias voar,
mas quem te deu asas?
Qualquer nuvem
que seja escura
que semente nasça
tempestade
feito a maldade
vai passar
Um dia, dois
um mês ou mais
vai abrir o céu
vai ver o azul
Que os trovões não vão durar
como a tempestade em Júpiter.
e longo o dia,
se não há melodia
ou alguém a te esperar
Por que chorar?
Se é feito outono,
folha que o vento
vai levar
Se o tempo pára
na cidade
e ninguém sai
do lugar
Olhas pra o céu,
querias voar,
mas quem te deu asas?
Qualquer nuvem
que seja escura
que semente nasça
tempestade
feito a maldade
vai passar
Um dia, dois
um mês ou mais
vai abrir o céu
vai ver o azul
Que os trovões não vão durar
como a tempestade em Júpiter.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Dia de ação
Hoje eu quero essa tristeza
bem longe daqui
Quero me reerguer
desaprender esse choro
me desfazer em mil pedaços
e me reconstruir
Hoje eu quero a beleza
de um céu de primavera
com todo o azul que o céu
tiver a me oferecer
Hoje eu quero ouvir
o que cantam os pardais
a brincar nos quintais
a voar sem compromisso
Hoje eu quero ser omisso
do mundo e sua maldade
hoje eu quero tempestade
pra lavar minh'alma
devolver-me a calma
e reecrever minha paz
Hoje eu quero coro
pra cantar minha canção
aclamar minha redenção
que hoje é dia de ação
o primeiro de muitos
dos muitos ao infinito.
bem longe daqui
Quero me reerguer
desaprender esse choro
me desfazer em mil pedaços
e me reconstruir
Hoje eu quero a beleza
de um céu de primavera
com todo o azul que o céu
tiver a me oferecer
Hoje eu quero ouvir
o que cantam os pardais
a brincar nos quintais
a voar sem compromisso
Hoje eu quero ser omisso
do mundo e sua maldade
hoje eu quero tempestade
pra lavar minh'alma
devolver-me a calma
e reecrever minha paz
Hoje eu quero coro
pra cantar minha canção
aclamar minha redenção
que hoje é dia de ação
o primeiro de muitos
dos muitos ao infinito.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Recomeço
Então
vá embora
que hoje eu quero
a gastura do silêncio desse vazio
Então vá e apague a luz
que é pra se apagar essa ilusão
que você nunca esteve aqui
que essa idéia nunca foi chão
Pode deixar tudo aí
tudo que eu lhe dei e não foi seu
pode esquecer que me conheceu
que um dia soube quem sou eu
pode fingir que não doeu
me ver chorar quando partiu
que periga ser verdade
que nunca me viu sua metade
Então pode dizer adeus
e pode dizer a mim
que não serei saudade
que estará noutra cidade
e que não verá a minha ausência
que não haverá a minha lembrança
que é pra eu matar a esperança
e deixar viver meu recomeço.
vá embora
que hoje eu quero
a gastura do silêncio desse vazio
Então vá e apague a luz
que é pra se apagar essa ilusão
que você nunca esteve aqui
que essa idéia nunca foi chão
Pode deixar tudo aí
tudo que eu lhe dei e não foi seu
pode esquecer que me conheceu
que um dia soube quem sou eu
pode fingir que não doeu
me ver chorar quando partiu
que periga ser verdade
que nunca me viu sua metade
Então pode dizer adeus
e pode dizer a mim
que não serei saudade
que estará noutra cidade
e que não verá a minha ausência
que não haverá a minha lembrança
que é pra eu matar a esperança
e deixar viver meu recomeço.
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